Balde Cheio
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A necessidade de criar um programa como o Balde Cheio nasceu, coincidentemente, no Estado do Rio de Janeiro, quase na divisa com o Estado de São Paulo, no município fluminense de Quatis.
Em uma palestra do pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, o Engenheiro Agrônomo Artur Chinelato de Camargo, um dos produtores de leite presentes no evento, pedindo a palavra, agradeceu e perguntou diretamente ao técnico, o que ele, produtor, faria quando o doutor voltasse para a Embrapa? Quem ensinaria a ele a usar as tecnologias que foram apresentadas? Como ele faria para dividir seus piquetes e em que proporção ele aplicaria os insumos para produzir um alimento de melhor qualidade para seus animais? “ Afinal, e ai doutor? Quem vai me ensinar?”
Em 1998 surge o Projeto Balde Cheio, com o objetivo de capacitar os extensionistas da CATI – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral do Estado de São Paulo, no processo de transferência de tecnologia em produção intensiva de leite.
Em 2003, o Senar-Rio e a Faerj se associaram ao Sebrae-RJ para conduzir no estado fluminense o ainda pouco conhecido Balde Cheio. A proposta no Estado do Rio de Janeiro começou modesta, eram apenas seis técnicos, mas com o passar dos anos, ultrapassa hoje ou em 2010 os sessenta extensionistas, com mais de 150 unidades atendidas.