Monitoria de Qualidade de Leite
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou no dia 30 de dezembro de 2011 as novas normas de produção e qualidade do leite, instituídas pela Instrução Normativa nº 62, que altera a Instrução Normativa nº 51. A IN 51 estabeleceu em 2002 algumas ações para a melhora da qualidade do leite comercializado, incluindo regras para a produção, conservação, industrialização, transporte e manuseio do produto.
A legislação já está valendo desde 1º de janeiro de 2012 para os produtores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e prevê novos parâmetros para a Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS), levando em consideração as reivindicações dos produtores do setor. Com a medida, o Ministério alinhou o pedido de produtores que não conseguiram cumprir o prazo para redução dos limites previstos à proposta do Plano Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite. Os produtores do Norte e Nordeste deverão cumprir as exigências a partir de janeiro de 2013.
A norma também passa a escalonar os prazos e limites para a redução de CBT, que devem chegar a 100 mil/ml, e CCS, 400 mil/ml, até o ano de 2016.
A IN 62 suprime os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade dos leites tipos “B” e “C”. A classificação por letra não leva em conta o teor de gordura do produto. Isso é feito por meio de outra nomenclatura já bastante popularizada: integral, padronizado, semi desnatado ou desnatado.
Além dos novos parâmetros, esta normativa também incrementa o texto original, complementando o controle sanitário de brucelose e tuberculose, além de normatizar itens não esclarecidos na IN 51, como a obrigatoriedade da realização de análise para pesquisa de resíduos de inibidores e antibióticos no leite.
O Ministério da Agricultura criou um grupo de trabalho que acompanhará o desenvolvimento do Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite.
O Senar-Rio já está preparado para a IN 62 e oferece aos produtores o Programa de Monitoria da Qualidade do Leite:
Desde a implantação da IN 51, que antecede a nova instrução normativa do MAPA, muitas ações de formação profissional rural do SENAR foram realizadas especificamente para tratar da melhoria dos procedimentos de higiene na ordenha e qualidade do leite, os resultados obtidos através desses treinamentos sugerem a eficácia da formação profissional na atualização de trabalhadores e produtores rurais, entretanto, a descontinuidade dos procedimentos aprimorados nos treinamentos fica evidente com a influência destes e outros fatores:
- Quando não há resultado financeiro positivo (programas de bonificação por qualidade) ou por falta de ações punitivas por parte da indústria de laticínios ou comprador direto (descrédito);
- Desestímulo causado pela baixa rentabilidade das unidades produtivas de leite;
- Desconhecimento sobre a responsabilidade da produção de alimentos seguros a saúde do consumidor;
- Ausência de acompanhamento técnico no processo produtivo.
A construção de uma nova estratégia para atualização de trabalhadores e produtores rurais tem como base um programa de monitoramento das variáveis que influenciam o efeito e os resultados dos treinamentos. A estratégia em questão envolve os centros de controle e qualidade das cooperativas e laticínios que participam do programa.
Já são Parceiros do Senar-Rio neste Programa:
Cooperativa Agropecuária de Barra Mansa
Cooperativa Agropecuária de Conceição de Macabu
Cooperativa Agropecuária de Paraíba do Sul
LBR - LÁCTEOS BRASIL S/A